História do meu cabelo

Minha história

Oiiiii, pessoal! Tudo bom?

No post de hoje eu quero contar para vocês a história do meu cabelo e explicar o que me levou a começar a transição capilar.

Minha relação com meu cabelo antes da química

Não me lembro se eu gostava ou não do meu cabelo quando eu era pequena. A minha memória é a partir de uns doze anos, quando passei a não gostar dele.

Na adolescência, só vivia com ele molhado. Eu não queria volume, impossível, né? Cabelo cacheado tem volume e o volume é LINDO sim. Hoje, o que eu mais quero é um volumão.

Nos últimos anos antes do alisamento, eu lavava, passava creme e fazia uma trança bem apertada. Saía de casa assim e quando chegava tirava a trança e ia dormir com ele ainda molhado. Prender e dormir com o cabelo molhado fazem mal para saúde dos fios. Eu já sabia disso na época, só que não achava outra solução.

Massss em alguma coisa eu acertava, não fazia escova, nem chapinha. Primeiro, porque eu tinha uma preguiça enorme e, segundo, porque as poucas vezes que tentei, não pegou direito.

O período de químicas

A primeira vez que fiz alisamento eu tinha 17 anos, mas não alisou! Não sei o que a cabeleireira fez, eu senti um pouco de cheiro de formol e uma leve coceira na cabeça, mas assim que eu lavei saiu tudinho do cabelo, parecia que não tinha feito absolutamente nada, nem abaixar o volume, abaixou.

Aos 18, conheci uma menina no curso técnico de Farmácia que eu cursava, ela fazia progressivas e eu comentei que tinha muita vontade, mas que a vez que fiz, não pegou. Ela me garantiu que funcionaria, então comecei a fazer com ela. Nessa época eu relaxava a raiz e fazia progressiva de formol.

Foram oito anos alisando os cabelos! Ao longo desses anos, passei por sete cabeleireiros diferentes, porque eu procurava fórmulas menos agressivas de fazer (ou as promessas de que eram menos agressivas).

Fiz os alisamentos com essa amiga por uns quatro anos. Quando mudei de cabeleireiro, também parei de relaxar a raiz.

Em 2013, mudei para as progressivas sem formol, ou seja, a base de ácidos. Eu fiquei super feliz por ter uma escova sem formol, porque achava que isso bastava para não fazer mal. Lembrando que o formol é proibido pela Anvisa como alisante, ele só é permitido como conservante (0,2%) e essa quantidade não é capaz de alisar.

Por que eu quis meu cabelo cacheado de volta?

Quando eu saí do salão a última vez, em dezembro de 2014, saí como todas as outras vezes, super feliz com o resultado e prometendo voltar em breve.

Se na época alguém me dissesse para eu parar com as químicas, com certeza não daria a menor atenção para o que a pessoa estava me dizendo. Eu imaginava parar um dia, mas não em um futuro tão próximo.

Há algum tempo eu tenho tido o seguinte pensamento: eu sonho demais em ser mãe, não agora, mas é um sonho e me perguntava o que eu faria quando engravidasse e no período de amamentação.

Atualmente, algumas escovas, inclusive a que eu fazia, dizem que podem ser feitas por gestantes e crianças, mas eu não confio.

Por isso, comecei a pensar em como cuidaria do meu cabelo nesse período, como lidaria com a diferença de texturas. Escova e chapinha nunca foram uma solução, porque eu não tenho a menor paciência para fazer.

A decisão

Na primeira semana de julho, cheguei a marcar para refazer a progressiva, mas alguma coisa estava me dizendo para eu não fazer. Um dia antes, liguei no salão e remarquei para a semana seguinte. Dias depois, comentei com a minha prima e a minha vó que iria refazer a progressiva, as duas me falaram a mesma coisa de sempre, para eu não fazer, porque meus cachos são lindos.

Eu também acho super importante que as crianças tenham identificação. Aqui em casa, além de mim, só uma priminha de 3 anos tem cabelo cacheado. O da minha mãe é ondulado, mas ela repica muito, então mal dá para perceber. Por isso, comecei a pensar que seria bom para ela ter alguém com o cabelo cacheado.

Ainda sobre identificação, meu cabelo é cacheado, do meu noivo crespo e obviamente nosso filho(a) também terá um cabelo cacheado.

Método milagroso?

Nesse momento, eu decidi que ia parar de fazer químicas mais agressivas. Mas eu ainda achava que existia um método milagroso para diminuir a diferença entre as texturas temporariamente e que depois voltasse ao normal.

Meninas, isso não existe, tá? O único milagre para transição é a vitamina T, de tesoura!

Eu procurei por sete cabeleireiros diferentes, para saber o que eles me indicavam. Eu falava: Quero me livrar das químicas e deixar meu cabelo voltar a ser o que era. Sei que a parte alisada só sai cortando, mas a raiz e o comprimento vão ficar com texturas muito diferentes. Tem alguma coisa que eu possa fazer na raiz só para diminuir essa diferença? Quero algo que saia rápido e totalmente do cabelo após algum tempinho.

O primeiro foi o que me indicou a coisa mais absurda: fazer progressiva com formol. Como eu falo que quero largar a química e a pessoa me indica formol????

Todos os cabeleireiros com os quais eu conversei eram indicação de alguém, mas nenhum era indicação de quem estava em transição, porque eu não conhecia ninguém. Apenas uma amiga tinha feito o Big Chop. E ela já tinha me avisado que o único jeito era a tal vitamina T.

Ela também me alertou ao fato de que muitos cabeleireiros oferecem coisas dizendo que não alisam, mas alisam. Foi exatamente o que aconteceu. Outros três me ofereceram produtos que diziam que iria abaixar o volume.

Atenção: se abaixa o volume, muda a estrutura do cabelo!

Decidi que não valia a pena correr o risco. Eu estava com uns bons centímetros de cabelo natural, se eu fizesse algo que alisasse, perderia tudo isso.

Meu cabelo, está natural desde janeiro, mas a decisão da transição veio em julho, e foi aí que eu realmente comecei a cuidar dele direito.

Atualização (02/12/2016): No dia 30 de novembro de 2016, fiz meu Big Chop. E ameiiii o resultado!

O post ficou grande, mas contei minha história todinha para vocês. Espero que tenham gostado. E qual é a sua história? Compartilhe comigo aqui nos comentários ou pelo email contato@carolsouza.com.br, vou adorar ler cada uma delas 😀

Beijosss

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Oiii, pessoal. Tudo bem com vocês?

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Sou Jornalista, tenho 27 anos e estou em transição capilar. Por aqui, você encontra tudo sobre o universo da Transição Capilar e das Cacheadas.
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